SELÉNIO, NA DOSE CERTA…
O selénio é um metaloide que foi descoberto em 1817 pelo químico sueco Berzelius. Este oligoelemento é indispensável, mas tanto a carência quanto o excesso devem ser evitados: um excesso pode ser muito tóxico. Segundo o artigo, o selénio não é, por si só, um antioxidante, mas atua como um cofator para várias enzimas, as chamadas selenoproteínas.
O selénio é necessário para o funcionamento de, entre outras, a glutationa peroxidase, a proteína de transporte de selénio SePP e as tiorredoxina redutases. O artigo afirma que, através destas proteínas, o selénio desempenha um papel no stress oxidativo e na defesa contra infeções virais, incluindo a Covid-19. Segundo a fonte, uma carência pode afetar a resposta imunitária e a recuperação da Covid-19. Refere também que o risco de morte por Covid-19 seria cinco vezes superior em caso de carência de selénio.
Base bioquímica e o papel das selenoproteínas
Glutationa peroxidase
A glutationa peroxidase é uma enzima com quatro componentes, cada um contendo selénio sob a forma de selenocisteína. Está presente em fluidos fora das células e, dentro das células, no citosol e nas mitocôndrias. Ajuda a decompor hidroperóxidos orgânicos. Nesse processo, a glutationa é convertida em glutationa oxidada, que pode ser restaurada com a ajuda da glutationa redutase.
Os hidroperóxidos podem levar a radicais livres de oxigénio que são prejudiciais para as células. Ao decompor o excesso de peróxidos, a glutationa peroxidase ajuda a proteger a célula. O artigo aborda também a reação de Fenton, na qual podem formar-se radicais hidroxilo prejudiciais. Segundo o texto, um selénio suficiente ajuda na conversão de peróxido de hidrogénio (H₂O₂) em água (H₂O), enquanto uma carência promoveria a formação de radicais hidroxilo nocivos. Um excesso de ferro ou cobre também poderia estimular essa reação.
5′-desiodase
Esta enzima desempenha um papel na conversão da hormona tiroideia T4 em T3. Segundo o artigo, a T3 é cinco vezes mais ativa do que a T4. A conversão ocorre principalmente no fígado e nos rins. Também pode surgir T3 inversa, à qual o texto não atribui atividade metabólica conhecida.
Segundo o artigo, o stress, o excesso de cortisol, o jejum e a doença podem inibir a conversão. Refere o selénio, o ferro e o zinco como cofatores necessários e afirma que metais pesados como o chumbo, o mercúrio e o cádmio podem perturbar o funcionamento da enzima. Além disso, menciona que o selénio poderia reduzir a toxicidade de certos elementos.
Selénio e biodisponibilidade
O selénio é absorvido através do trato digestivo. Segundo o artigo, está mais disponível na forma de selenometionina. Uma vez que a quantidade de selénio no plasma sanguíneo pode mudar rapidamente, a fonte recomenda medir o selénio nos glóbulos vermelhos. Refere um valor entre 100 e 200 µg por litro. Os músculos, o fígado e os rins contêm quantidades relativamente elevadas de selénio. A excreção ocorre principalmente através da urina.
Fontes de selénio
A castanha-do-pará é mencionada no artigo como uma boa fonte de selénio. O texto recomenda conservá-las num local fresco, pois as gorduras podem oxidar sob a influência da luz. A carne, o peixe e as ostras também são mencionados como fontes de selénio. Segundo a fonte, o arroz integral e o pão integral contêm mais selénio do que as suas variantes refinadas.
O artigo apresenta várias quantidades diárias para adultos, crianças, mulheres grávidas e mulheres a amamentar. Refere também que uma parte da população na Bélgica e em França tem carência de selénio e que, por vezes, os suplementos seriam necessários. Não adote essas dosagens ou o conselho sobre suplementos sem supervisão médica: demasiado selénio pode ser prejudicial.
Interação com medicamentos
Segundo o artigo, a clozapina e o ácido valpróico podem afetar os níveis de selénio. Um sabor metálico e um hálito com cheiro a alho são mencionados como possíveis sinais de envenenamento por selénio. O texto refere, ainda, entre outros, a perda de cabelo e unhas, dermatite, letargia e, em casos de intoxicação grave, queixas adicionais. Aborda também o sulfureto de selénio em champôs anticaspa.
Outros papéis do selénio
O artigo associa a carência de selénio à hipertensão arterial e discute a doença de Keshan, uma patologia do músculo cardíaco. Faz também referência a observações na Finlândia sobre os níveis de selénio e doenças cardíacas. Além disso, a fonte afirma que uma carência durante a gravidez teria um papel na fibrose quística na criança. Esta última afirmação deve ser expressamente verificada clinicamente antes de ser publicada.
Prevenção do cancro
A fonte afirma que existe uma ligação entre níveis baixos de selénio e o aparecimento de cancro. Discute medições no sangue e no cabelo, e faz referência a estudos sobre, entre outros, o cancro da próstata. O artigo alega ainda que o selénio seria particularmente eficaz durante a quimioterapia. Isto não deve ser apresentado como prevenção ou tratamento comprovado sem a verificação de um especialista médico competente.
Proteção das células
Segundo o artigo, o selénio e a vitamina E ajudam em conjunto a proteger as células contra o envelhecimento.
Efeitos na pele, cabelo, unhas e visão
O texto afirma que o selénio ajuda a proteger o cabelo e as unhas e que a carência torna as células mais vulneráveis a influências externas. Associa também a carência à opacificação do cristalino e à catarata. Segundo o artigo, o selénio desempenha também um papel na visão e na sensibilidade à luz.
Morte súbita do lactente
O artigo alega que, nos Estados Unidos, um quarto dos casos de morte súbita do lactente estaria relacionado com uma carência de selénio, com ou sem uma carência associada de vitamina E. Compara, para tal, a quantidade de selénio e vitamina E no leite materno com a do leite de vaca. Certifique-se de que esta secção é clinicamente verificada antes de a publicar; é uma afirmação particularmente sensível e de longo alcance.